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Lucrecia Zappi

 

 

Lucrecia Zappi nasceu em Buenos Aires em 1972. Aos quatro anos mudou para São Paulo e terminou o ensino médio na Cidade do México. Aos 18 foi para Amsterdã cursar Artes Plásticas. Também passou algum tempo em Bruxelas e, ao retornar ao Brasil, trabalhou como reporter, especialmente para o jornal Folha de S. Paulo, onde assina coluna sobre Nova York, cidade em que concluiu mestrado em Criação Literária na NYU e mora há dez anos.

Mil-folhas (CosacNaify, 2009), seu primeiro livro, foi vencedor do prêmio internacional Ragazzi e selecionado para o catálogo White Ravens. O projeto infantil conta a história dos doces através de diversas épocas e culturas, além de ser um vôo livre inspirado na fantasia que o açúcar provoca. O livro reflete o multiculturalismo da autora, desde os lugares em que morou até o prazer de explorar diversos idiomas. Lucrecia é tradutora do holandês para o português.

Seu primeiro romance, Onça Preta (São Paulo, Benvirá, 2013), também foi publicado no México (Pollo Blanco, 2014) e na Espanha (La Huerta Grande, 2015). Desde então participou como autora convidada em diversos festivais de literatura e feiras internacionais, tais como a FIL, a feira de Buenos Aires e a de Miami. Acre, seu próximo romance, deve sair em 2017.

Desde a sua formação, as artes plásticas sempre estiveram presentes no universo da escritora. Colaborou para revistas especializadas, como a ArtForum, ou fazendo ilustrações diversas, por exemplo, para o clássico da literatura italiana Pai Patrão, de Gavino Leda (Berlendis Editores, 2004) ou para seu próprio livro, Onça Preta. Em 2015 fez a co-curadoria da “Empty House/Casa Vazia”, na galeria novaiorquina Luhring Augustine, sobre escultura neo-concreta brasileira, alcançando grandes críticas, tais como do jornal New York Times e a revista New Yorker.

Sua obra como escritora é uma reflexão sobre a identidade no estrangeiro e a violência implícita na reinvenção de cada um, além de uma busca constante pela originalidade da língua, na linha enxuta de Graciliano Ramos. É nítido seu interesse pela literatura de fronteira e a natureza do crime. É com estes elementos em vista que Lucrecia prepara seu terceiro romance, além outro projeto, um livro relacionado às artes visuais.